Um dos Ronaldos despediu-se na última segunda, sendo que o outro há um ano saiu de cena. Estranho, não? É, mas a força das circunstâncias quis. A tão decantada ronaldodependencia que foi pedra de tropeço para um Corinthians acelerado e sedento títulos se deu quando houve a troca dos dois Ronaldos, o que era sinônimo de gol e o que saiu de cena há pouco, com o fardo das críticas e das péssimas atuações. Tudo isso não aconteceria se a 'jenial' diretoria não jogasse nas costas do Ronaldo que se arrastava em campo o famigerado projeto Libertadores - que certamente viria nos gols do Ronaldo que voava e brincava em cima da bola.
Ronaldo chegou ao Corinthians disposto a renascer e marcar terreno na história corinthiana, e os corinthianos aprenderam a respeitar a sua categoria de craque. Só não esperava que teria que fazer acordo com os dois. Um, campeoníssimo. O outro, motivo de fracasso e chacota nacional. E foi logo após o desmanche de 2009 em que o Ronaldo ressurrecto e genial foi-se embora no costado de André Santos, Cristian e Douglas. Muito das patéticas exibições que sofremos quando 'o outro' entrou em ação se deve à falta desta alma criativa que tão bem servia ao legítimo craque. Coisa de uma cartolada que tem alergia à criatividade guerreira tão corinthiana e tão brasileira.
E agora, José, Mano, Andrés, caro e fiel net-espec? A vida sem Ronaldo é que vai ser fogo agora. Só que com uma sutil diferença: o time agora está completo. Desde que um dos Ronaldos saíram é que o Corinthians vem jogando com 10 - as duas Libertadores foram jogados com este louco desfalque vivo. E não estranhem a toada desta 'homenagem', mas a diferença entre as duas fases de Ronaldo é um fenômeno tão gritante e tétrico que eu preferi dividi-lo em dois.
O Ronaldo Fenomenal, que foi rei até em casa de Pelé, eu guardo pra sempre no meu coração. O Ronaldo celebridade, que atolou na Colômbia, eu prefiro esquecer.
Carta ao amigo bambi
10 meses atrás


0 comentários:
Postar um comentário